Alta do diesel pressiona custos do frete e da produção de soja em Mato Grosso

Segundo o Imea, aumento de 15% no combustível entre janeiro e outubro elevou em 4,5% o custo operacional do transporte rodoviário.

A alta no preço do diesel tem pressionado os custos do agronegócio em Mato Grosso. De acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), cada aumento de 5% no combustível representa uma elevação de aproximadamente 1,5% no custo operacional do frete rodoviário para o produtor rural.

Entre janeiro e outubro de 2026, o diesel acumulou alta estimada entre 15% e 20%. Considerando a variação de 15%, o impacto sobre os custos operacionais do transporte chega a 4,5%. Apesar disso, os valores médios dos fretes no estado ainda não apresentaram reajuste proporcional.

A preocupação do setor está nos próximos meses, quando a colheita da safra 2026/27 e o escoamento da soja devem aumentar a procura por caminhões, criando condições para que transportadores repassem parte dos custos acumulados aos produtores.

A pressão também é percebida dentro das propriedades rurais. Na safra 2026/27, os gastos com diesel nas operações mecanizadas da soja estão estimados em R$ 198,59 por hectare, alta de 23,8% em relação à safra anterior.

O combustível já representa 4,59% do custeio da soja, percentual superior à média de 3,82% registrada nas últimas cinco safras. Segundo o Imea, o diesel responde por aproximadamente 27% do aumento do custo de produção da cultura entre uma safra e outra.

Outro fator que pode amenizar os impactos é a subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel, prorrogada recentemente. O benefício ajuda a reduzir a pressão sobre os custos, mas sua continuidade durante o período de colheita e escoamento da produção é uma preocupação para o setor.

O Imea alerta que, caso a subvenção termine antes desse período, novas altas no combustível poderão ampliar as despesas dos transportadores e aumentar a pressão por reajustes no frete.

Redação: Victória Melo | Liberdade FM.

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