Júri condena réu a mais de 16 anos por feminicídio em Nova Xavantina
Crime ocorreu em 2017, e condenação reconheceu motivo fútil, ataque que dificultou a defesa da vítima e contexto de violência doméstica
O Tribunal do Júri de Nova Xavantina condenou, na terça-feira (20), um homem a 16 anos e quatro meses de reclusão pelo feminicídio de uma mulher com quem havia mantido um relacionamento afetivo. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
Os jurados acolheram integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), reconhecendo as qualificadoras de motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e crime praticado em contexto de violência doméstica.
Conforme a denúncia, o crime aconteceu em setembro de 2017. Na ocasião, a mulher realizava a limpeza do quintal de casa quando foi surpreendida pelo ex-companheiro, que sacou uma arma de fogo e efetuou um disparo. A perícia constatou que o tiro atingiu o tórax e atravessou o coração da vítima, provocando a morte.
Após o homicídio, o acusado fugiu de motocicleta, passou pela residência de um conhecido e seguiu em direção ao município de Campinápolis. Durante o trajeto, teria descartado a arma utilizada no crime.
Segundo o Ministério Público, a motivação estaria relacionada a ciúmes e à inconformidade do acusado com o fim do relacionamento. Dias antes do assassinato, ele teria visto a vítima abraçando outro homem em um estabelecimento comercial pertencente à filha dela.
A acusação sustentou ainda que o ataque ocorreu de forma repentina, enquanto a mulher realizava atividades domésticas, sem possibilidade de reação ou defesa. As circunstâncias foram reconhecidas pelos jurados durante o julgamento.
Ao término da sessão, a Justiça expediu mandado de prisão contra o condenado, que participou do julgamento por videoconferência e, segundo o Ministério Público, é considerado foragido.
Redação: Hedianne Dutra | MPEMT | Liberdade FM



