Mulher morre após ser atropelada durante caminhada em Nova Xavantina; motorista é preso por suspeita de embriaguez
Caso é investigado como homicídio doloso, embriaguez ao volante e fuga do local; legislação prevê penas severas para os crimes.
Uma mulher de 35 anos morreu após ser atropelada enquanto caminhava ao lado da mãe, na Avenida Mato Grosso, em Nova Xavantina, na última sexta-feira (3). Ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao pronto-socorro do município, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com a Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança auxiliaram na identificação do veículo envolvido. Durante as diligências, os investigadores localizaram o automóvel na residência do suspeito, onde ele também foi encontrado.
Segundo a polícia, o homem apresentava sinais de embriaguez, e no interior do veículo foi encontrado um recipiente com bebida alcoólica. O carro apresentava danos compatíveis com o atropelamento.
O caso foi registrado como homicídio doloso, embriaguez ao volante e fuga da responsabilidade penal ou civil, permanecendo sob investigação da Polícia Civil.
Conforme a legislação brasileira, o crime de homicídio doloso — quando há intenção de matar ou o condutor assume o risco de produzir o resultado — pode resultar em pena de 6 a 20 anos de reclusão, podendo haver agravantes conforme as circunstâncias do caso.
Já o crime de embriaguez ao volante prevê pena de detenção de seis meses a três anos, além de multa e suspensão ou proibição do direito de dirigir. Quando a condução sob efeito de álcool está relacionada a um acidente com vítima, as consequências penais podem ser mais severas.
A fuga do local do acidente para evitar responsabilidade civil ou criminal também é considerada crime pelo Código de Trânsito Brasileiro, com pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa.
A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias do atropelamento para a conclusão do inquérito.
Redação.. Victória Melo | Liberdade FM.



