Polícia Militar resgata bebê em mata e apreende adolescente por suspeita de maus-tratos em São Félix do Araguaia
Denúncias apontavam agressões contra uma criança de seis meses; Conselho Tutelar acompanhou a ocorrência e o caso será investigado pela Polícia Civil.
Uma bebê de seis meses foi resgatada pela Polícia Militar na manhã desta quinta-feira (16), em uma área de mata no município de São Félix do Araguaia. Uma adolescente de 17 anos foi apreendida por suspeita de maus-tratos contra a criança.
De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada após receber denúncias de que a suspeita estaria agredindo a própria filha. As informações indicavam que a criança teria sido sufocada com um travesseiro e, em outro momento, carregada de cabeça para baixo, sendo segurada por apenas uma das pernas.
Enquanto os policiais se deslocavam até o endereço informado, uma nova denúncia reforçou as suspeitas de violência contra a bebê. Ao chegarem ao local, os militares flagraram a adolescente correndo em direção a uma área de mata com a criança no colo.
A suspeita foi localizada e apreendida. A bebê foi resgatada em segurança, e o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o atendimento e adotar as medidas de proteção previstas para a criança.
A adolescente foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil, onde foi registrado o boletim de ocorrência. O caso seguirá sob investigação para apuração dos fatos.
Os maus-tratos contra crianças e adolescentes são crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e também podem se enquadrar em outros dispositivos do Código Penal, dependendo das circunstâncias e da gravidade dos fatos.
Quando há suspeita de violência física ou psicológica contra uma criança, o responsável pode responder por crimes como maus-tratos, lesão corporal e, em situações mais graves, tentativa de homicídio, caso fique comprovada a intenção de matar. A definição das acusações depende da investigação da Polícia Civil e da análise do Ministério Público.
Por envolver uma adolescente de 17 anos, o caso será tratado conforme as normas do ECA. Se houver comprovação da prática de ato infracional, ela poderá ser submetida a medidas socioeducativas, que variam de advertência e prestação de serviços à comunidade até internação, nos casos mais graves, conforme decisão da Justiça.
A identidade dos envolvidos é preservada em respeito à legislação vigente e para garantir a proteção da criança e da adolescente.
Redação.. Victória Melo | Liberdade FM.



