PM é investigado por liderar grupo criminoso de roubo e distribuição de drogas

Operação da Polícia Civil aponta que grupo roubava entorpecentes de depósitos criminosos na região de fronteira e redistribuía a carga em Várzea Grande; bloqueios chegam a R$ 2,5 milhões

Philippe Thiago Figueiredo é apontado como um dos chefes do esquema — Foto: Reprodução


A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (28) a Operação Tu Quoque, que resultou na prisão do policial militar Philippe Thiago Figueiredo, suspeito de comandar um esquema de roubo e tráfico de drogas em Mato Grosso.

Segundo as investigações, o grupo criminoso atuava na região de fronteira, em Pontes e Lacerda, onde identificava depósitos de drogas pertencentes a uma facção criminosa. Após o monitoramento, integrantes de outra organização realizavam o roubo dos entorpecentes, que eram levados para Várzea Grande e redistribuídos.

De acordo com a Polícia Civil, o esquema era dividido em dois núcleos. O primeiro era responsável por localizar e vigiar os pontos de armazenamento das drogas. Já o segundo grupo saía de Cuiabá para executar os roubos, transportar a carga e fazer a distribuição dos entorpecentes.

As investigações apontam que o policial militar preso liderava as ações de roubo das drogas e também fazia a separação da carga para os demais integrantes da organização criminosa.

A descoberta do esquema ocorreu após a prisão de um dos envolvidos. Outros suspeitos conseguiram fugir inicialmente, mas foram identificados no decorrer das investigações.

Além dos crimes de roubo e tráfico de drogas, a polícia identificou um suposto esquema de lavagem de dinheiro, realizado por meio de transações bancárias envolvendo familiares, empresas de fachada e casas de apostas.

Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão domiciliar. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias e restrições sobre veículos dos investigados, com valores que podem chegar a R$ 2,5 milhões.

Em nota, a Polícia Militar informou que a Corregedoria-Geral acompanha o cumprimento dos mandados judiciais contra o militar investigado.
 

fonte: G1

Redação: Liberdade FM

 

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