Dengue: queda de plaquetas nem sempre indica gravidade; prevenção segue como principal arma contra a doença

Especialistas alertam que avaliação clínica completa é essencial e reforçam cuidados simples para evitar a proliferação do mosquito transmissor

A redução no número de plaquetas costuma causar preocupação em pacientes diagnosticados com dengue, mas especialistas alertam que esse fator, isoladamente, não determina a gravidade da doença. De acordo com médicos, a análise do quadro clínico completo é fundamental para identificar possíveis complicações.

Segundo o hematologista Guilherme Duffles, o risco de hemorragias espontâneas aumenta significativamente apenas quando as plaquetas atingem níveis muito baixos — abaixo de 10 mil por milímetro cúbico, situação considerada rara nos casos de dengue. Em geral, quadros leves apresentam entre 100 e 150 mil plaquetas, enquanto níveis abaixo de 50 mil podem indicar maior atenção, especialmente se acompanhados de outros sintomas.

A gravidade da dengue está mais relacionada a sinais como queda de pressão arterial, diminuição da urina, alterações neurológicas e extravasamento de líquidos dos vasos sanguíneos, podendo evoluir para choque circulatório. Sangramentos, como os observados em gengivas e nariz, também podem ocorrer, mas nem sempre indicam formas graves da doença.

Apesar da preocupação com os sintomas, a recuperação tende a ocorrer de forma gradual, com acompanhamento médico, hidratação constante e controle dos sintomas. Em muitos casos, os níveis de plaquetas voltam ao normal em poucos dias, conforme o organismo se recupera naturalmente.

Prevenção é essencial

Diante do aumento de casos em diversas regiões do país, autoridades de saúde reforçam que a melhor forma de combater a dengue ainda é a prevenção. O mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, se prolifera em água parada, o que torna essencial a eliminação de possíveis criadouros.

Entre as principais medidas preventivas estão:

  • • Evitar o acúmulo de água em recipientes como garrafas, pneus e latas
  • • Manter caixas d’água sempre bem tampadas
  • • Limpar calhas e ralos com frequência
  • • Colocar areia em pratos de plantas
  • • Descartar corretamente o lixo e manter quintais limpos
  • • Manter piscinas tratadas e cobertas quando não estiverem em uso

A conscientização da população é apontada como fator decisivo para conter o avanço da doença. Pequenas atitudes no dia a dia podem impedir a reprodução do mosquito e proteger não apenas a própria família, mas toda a comunidade.

Especialistas reforçam que, ao apresentar sintomas como febre alta, dores no corpo, manchas na pele ou sangramentos, é fundamental procurar atendimento médico e evitar a automedicação.

Redação: Hedianne Dutra | Gov.br

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