Jair Bolsonaro completa 71 anos: da carreira militar à presidência e atuais condenações

Ex-presidente do Brasil, conhecido por sua trajetória controversa, Bolsonaro construiu uma carreira política marcada por polêmicas, eleições polarizadas e atos que culminaram em sua condenação por o que dizem ser: crimes contra a democracia.

O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro celebra nesta terça-feira (21) 71 anos em meio a uma trajetória marcada pela carreira militar, 27 anos como deputado federal e quatro anos no Palácio do Planalto. Militar formado na Academia Militar das Agulhas Negras, com especialização em paraquedismo, Bolsonaro conquistou notoriedade defendendo pautas conservadoras e de interesse das Forças Armadas antes de ser eleito presidente da República em 2018, pelo PSL, com 55,13% dos votos no segundo turno.

Durante seu mandato, de 2019 a 2022, o governo foi marcado por medidas como a criação de escolas cívico-militares, flexibilização do acesso a armas e polêmicas em relação à gestão da pandemia de Covid-19, além de um perfil fortemente polarizador.

Após deixar a presidência, Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal em 11 de setembro de 2025 a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado. A decisão judicial considerou que o ex-presidente participou de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e causou danos qualificados, com base em mensagens digitais, registros de ataques virtuais e uso de órgãos públicos para ações ilegais. A defesa do ex-presidente mantém a alegação de inocência, afirmando que Bolsonaro não teria ordenado formalmente os atos e que, em alguns momentos, estava fora do país.

Atualmente, o ex-presidente segue internado desde o dia 13 de março no Hospital DF Star, em Brasília e apresenta quadro de pneumonia bacteriana bilateral, causada por broncoaspiração. Segundo boletim médico divulgado nesta quinta-feira (19), o ex-presidente teve boa evolução clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, mas permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de alta.

O cardiologista que acompanha Bolsonaro, Brasil Caiado, afirmou em coletiva que uma transferência para quarto pode ocorrer nos próximos dias, mas ainda sem data definida. O protocolo de tratamento inclui antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora.

A transferência para o hospital ocorreu após um episódio grave na prisão, com febre alta, queda na saturação de oxigênio e calafrios, considerada de risco de morte pela médica plantonista. A direção do presídio comunicou oficialmente o Supremo Tribunal Federal, que autorizou a escolta hospitalar. A defesa de Jair Bolsonaro já solicitou novamente prisão domiciliar, sem prazo para decisão.

A família Bolsonaro mantém presença na política: os filhos Flávio, Eduardo e Carlos ocupam atualmente cargos públicos, reforçando a continuidade do legado político da família no país. Inclusive, Flávio Bolsonaro já confirmou sua candidatura à Presidência da República.

A condenação do ex-presidente abre um marco histórico no debate institucional sobre os limites do poder executivo e a proteção da democracia no Brasil, gerando repercussões amplas no cenário político e jurídico nacional.

Redação: Hedianne Alves
Liberdade FM (Agencia Brasil)

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