Prefeitura de Água Boa busca solução para destinação de dejetos de fossas com parceria público-privada

Reunião com vereadores, técnicos, representantes do Codema e empresas de limpa-fossas definiu uma medida paliativa e discutiu a implantação de um sistema de tratamento; investimento e prazo dependem de orçamento e licenciamento ambiental.


A Prefeitura de Água Boa realizou, na manhã desta quinta-feira (22), uma reunião com técnicos municipais, vereadores, representantes do Consórcio de Desenvolvimento do Médio Araguaia (Codema) e empresas que prestam serviços de limpa-fossas para discutir uma solução para a destinação dos dejetos retirados de fossas sépticas no município.

A discussão ocorre após uma notificação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA), que impede o despejo dos efluentes no antigo lixão. Diante da situação, o município busca uma alternativa para garantir a continuidade do serviço, considerado essencial para residências, estabelecimentos comerciais e instituições públicas.

Como medida paliativa, os dejetos serão encaminhados para um reservatório da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), enquanto são desenvolvidos os projetos para implantação de um sistema definitivo de tratamento. A proposta é estabelecer uma estrutura adequada às exigências ambientais, com participação do poder público e da iniciativa privada.

Durante a reunião, o prefeito Dr. Mariano Kolankiewicz destacou que a administração municipal já vinha trabalhando em projetos relacionados ao saneamento e ao licenciamento ambiental. Segundo ele, a busca por uma solução para os resíduos dos limpa-fossas ocorre paralelamente ao processo de regularização do tratamento de esgoto no município.

O prefeito explicou que uma das alternativas em discussão é a participação das empresas do setor na aquisição de equipamentos, como sistemas de pré-tratamento, a exemplo de biodigestores. A intenção é agilizar a implantação da estrutura e reduzir os custos em comparação com uma aquisição realizada exclusivamente pela Prefeitura.

Mariano também afirmou que os valores do investimento ainda estão em fase de levantamento. A administração busca uma composição que permita viabilizar o projeto sem transferir custos elevados aos moradores que utilizam os serviços.

Sistema de alta tecnologia é proposto para o município

O diretor executivo do Codema, André Boff, explicou que a entidade atua no apoio técnico aos municípios do Médio Araguaia em áreas como saneamento, gestão de resíduos sólidos e licenciamento ambiental.

De acordo com Boff, a proposta em discussão para Água Boa prevê a implantação de um sistema modular de tratamento de efluentes, com tecnologia de alto padrão. A estimativa apresentada durante a reunião é de que a instalação da estrutura possa ocorrer em um período de 30 a 90 dias, dependendo da solução adotada.

Entretanto, o diretor ressaltou que o licenciamento ambiental é uma etapa fundamental para a execução do projeto. Caso o processo dependa de análise do órgão estadual, o prazo pode variar de seis meses a um ano.

O acompanhamento técnico deverá envolver o desenvolvimento dos projetos de engenharia, o monitoramento das etapas de implantação e a documentação exigida pelos órgãos ambientais. A execução deverá respeitar as autorizações e os critérios estabelecidos pela legislação.

Segundo o representante do Codema, a iniciativa poderá colocar Água Boa entre os primeiros municípios da região a implantar uma tecnologia desse tipo para o tratamento dos efluentes provenientes de fossas sépticas.

Câmara e empresas participam da busca por uma solução

A vereadora Rejane Schneider Garcia destacou a importância da união entre o Legislativo, o Executivo, o Codema e as empresas para construir uma alternativa viável. A proposta de parceria público-privada busca reunir recursos e conhecimento técnico para acelerar a solução do problema.

Representantes das empresas de limpa-fossas também manifestaram apoio à iniciativa e ressaltaram a importância de encontrar uma alternativa em curto prazo, evitando prejuízos à população, ao comércio e ao funcionamento das instituições que dependem do serviço.

Além da destinação imediata dos resíduos, a reunião tratou da necessidade de estabelecer uma solução permanente, com estrutura adequada e segurança ambiental.

Os custos finais, o modelo de participação de cada envolvido e o cronograma definitivo ainda dependem da conclusão dos estudos técnicos, do orçamento e dos procedimentos de licenciamento. Até lá, a medida paliativa deverá contribuir para manter o atendimento enquanto o município trabalha na implantação do sistema definitivo.

Redação: Hedianne Dutra | ASCOM | Liberdade FM

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