Redes sociais impulsionam nova geração de políticos e ampliam força de Nikolas Ferreira
Modelo de comunicação digital adotado pelo deputado passou a ser reproduzido por candidatos em vários Estados
A votação histórica de Nikolas Ferreira (PL-MG) nas eleições de 2026 ajudou a consolidar um novo modelo de atuação política baseado na forte presença nas redes sociais, comunicação direta com o eleitor e mobilização de apoiadores.
Com cerca de 3,11 milhões de votos, Nikolas mais que dobrou o resultado obtido em 2022 e se tornou o deputado federal mais votado da história do país. O desempenho também foi acompanhado pelo crescimento de outros jovens políticos que adotaram estratégias semelhantes.
Em São Paulo, Lucas Pavanato (PL) recebeu 3,03 milhões de votos e ficou em segundo lugar entre os deputados federais mais votados da história. Aos 28 anos, ele construiu sua imagem política principalmente por meio das redes sociais, com vídeos de humor, abordagens nas ruas e posicionamentos políticos.
No Espírito Santo, Lucas Polese (PL), de 29 anos, recebeu 419,7 mil votos e estabeleceu um novo recorde estadual para deputado federal. No Ceará, André Fernandes (PL), de 29 anos, foi reeleito com 684,3 mil votos, também alcançando uma votação recorde.
O modelo também ultrapassou as fronteiras do PL. No Paraná, Guilherme Kilter (Novo), de 24 anos, recebeu 269,8 mil votos e ficou entre os mais votados do Estado. Ele também recebeu apoio público de Nikolas Ferreira durante a campanha.
Na disputa para a Assembleia Legislativa de São Paulo, Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, foi a candidata mais votada, com mais de 1,9 milhão de votos. Assim como outros nomes desse grupo, ela mantém forte presença nas redes sociais e defende pautas conservadoras.
Especialistas ouvidos pela BBC apontam que o fenômeno está relacionado à capacidade dessa nova geração de políticos de dominar a linguagem das redes sociais. Vídeos curtos, memes, confrontos políticos e conteúdos de grande repercussão ajudam a ampliar a visibilidade e fortalecer a identificação entre candidato e eleitor.
Além das redes, a atuação em igrejas e grupos religiosos também aparece como um elemento importante na formação e mobilização dessas novas lideranças. Segundo pesquisadores, a combinação entre política, religião e comunicação digital criou uma estrutura capaz de ampliar o alcance desses candidatos.
Para especialistas, o fenômeno não representa apenas o surgimento de políticos que utilizam redes sociais, mas uma mudança mais ampla na relação entre política, mídia e eleitor. A identificação pessoal com o candidato e a presença constante nas plataformas digitais passaram a ter peso cada vez maior na decisão de parte do eleitorado.
O resultado das urnas em 2026 mostra, portanto, que o modelo popularizado por Nikolas Ferreira ganhou novos representantes em diferentes Estados e pode continuar influenciando a política brasileira nos próximos anos.
Redação: Hedianne Dutra | CNN Brasil | Liberdade FM



