Exclusividade: Pecuarista vitima de furto de gado concede entrevista a Liberdade FM

Mais de 30 animais foram levados de uma propriedade rural; boletim de ocorrência aponta suspeita de participação de um major da PM na comercialização do rebanho.


Acompanhe a reportagem de Celso Blemer com o pecurista Carlos José de Moraes:

O pecuarista Carlos José de Moraes  percebeu na manhã desta quinta-feira (01/10), que a porteira de sua propriedade havia sido arrombada e que algumas cabeças de gado haviam sido furtadas em Nova Nazaré. Ao reunir o gado, percebeu-se que mais de 30 cabeças de gado haviam sido subtraídas. 

Imediatamente, acionou a Polícia Militar que iniciou as diligencias com afinco e resultaram na prisão em flagrante de 5 pessoas, e recuperaram até o momento um total de 21 cabeças de gado localizadas na Fazenda Sonho Meu, no município de Ribeirão Cascalheira.

Segundo informações registradas em Boletim de Ocorrência da própria corporação, um Major da Policia Militar,  residente em Barra do Garças, foi apontado como suspeito de participação na comercialização do rebanho.

Como prova apresentada pela PMMT no boletim de ocorrência, foi anexado um comprovante de transferência bancária via Pix no valor de R$ 50.000,00 mil reais. A polícia certificou que esse valor foi transferido pela filha do comprador do gado, que de imediato, enviou diretamente a conta do Major da Policia Militar.

Os envolvidos foram encaminhados para os procedimentos cabíveis e podem ser relacionados aos crimes de furto qualificado, formação de quadrilha, uso de documento falso e receptação.

A eventual responsabilização criminal deverá ocorrer somente após a investigação, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

As circunstâncias do furto e a eventual participação dos suspeitos serão apuradas pelas autoridades competentes:

Ao mesmo tempo, a atuação das equipes que participaram da operação demonstra o papel da Polícia Militar na apuração e repressão de crimes, inclusive quando as investigações envolvem pessoas que possuem vínculo com a própria instituição.

A responsabilização, quando comprovada pelas autoridades competentes, deve ser individualizada.

Eventuais suspeitas ou acusações contra um agente não devem ser utilizadas para desqualificar o trabalho de toda uma instituição ou dos profissionais que atuam de forma regular no cumprimento de suas funções.

Para os produtores rurais, crimes dessa natureza representam não apenas prejuízo financeiro, mas também insegurança no campo. Por isso, a elucidação do caso é considerada importante para que eventuais responsáveis sejam identificados e os proprietários tenham seus direitos preservados.

Redação: Celso Blemer / Liberdade FM.

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