Operação apreende 500 kg de cocaína em MT; suspeitos queimam avião
Ação integrada ocorreu em uma pista clandestina; envolvidos podem responder por tráfico de drogas e outros crimes, conforme as circunstâncias apuradas pela investigação.
Uma operação integrada entre a Polícia Federal, o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e a Polícia Militar apreendeu aproximadamente 500 quilos de cloridrato de cocaína na noite de terça-feira (23), em uma pista clandestina na região do distrito de Guariba, em Colniza, a 1.065 quilômetros de Cuiabá.
Segundo as forças de segurança, as equipes monitoravam o local após informações de inteligência indicarem que aeronaves vindas da Bolívia utilizariam a pista para o transporte de drogas. Durante a vigilância, os policiais identificaram três homens e duas caminhonetes, que estavam com galões de combustível nas carrocerias.
Uma aeronave pousou no local e os suspeitos começaram a retirar os fardos de droga e colocá-los nos veículos. Quando perceberam a aproximação dos policiais, os envolvidos atearam fogo na aeronave e fugiram para uma área de mata.
Durante as buscas, foram apreendidas duas caminhonetes e 12 fardos contendo aproximadamente 500 quilos de cocaína. O material foi encaminhado à Polícia Federal, em Cuiabá, para os procedimentos legais. As buscas pelos suspeitos continuam.
A operação também contou com apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/AM) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) do Amazonas.
Caso os suspeitos sejam identificados, presos e posteriormente condenados pelos fatos investigados, o tráfico de drogas é previsto no artigo 33 da Lei nº 11.343/2006, com pena de 5 a 15 anos de reclusão, além de multa de 500 a 1.500 dias-multa.
A legislação também prevê aumento de um sexto a dois terços quando houver, entre outras situações, transnacionalidade do delito ou tráfico entre estados. Como a investigação aponta uma possível origem da droga na Bolívia, a caracterização da transnacionalidade deverá ser apurada pelas autoridades.
Além disso, dependendo das circunstâncias e das provas reunidas, outras condutas eventualmente identificadas durante a investigação poderão resultar em responsabilizações adicionais. A definição dos crimes e das penas caberá às autoridades competentes e à Justiça, após a apuração dos fatos.
Redação: Victória Melo | Liberdade FM.



