Operação mira facção investigada por tráfico de drogas e monitoramento de viaturas em Mato Grosso
Mandados foram cumpridos em quatro cidades, incluindo Água Boa. Suspeitos podem responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa, crimes que podem resultar em penas superiores a 20 anos de prisão, conforme o caso.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (22), a Operação Vértice para desarticular uma organização criminosa investigada por envolvimento com o tráfico de drogas e monitoramento da movimentação de viaturas policiais em Mato Grosso. Ao todo, foram cumpridos 27 mandados judiciais, sendo 14 de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão domiciliar.
As ordens judiciais foram executadas nos municípios de Gaúcha do Norte, Paranatinga, Água Boa e Rondonópolis.
A investigação teve início após a prisão, em abril de 2025, de um homem apontado pela Polícia Civil como chefe e gerente do tráfico de drogas em Gaúcha do Norte. Segundo os investigadores, ele era o principal elo entre os integrantes da facção com maior poder de decisão e os traficantes responsáveis pela venda de entorpecentes no município.

A partir dessa prisão, a Polícia Civil aprofundou as investigações e identificou uma estrutura criminosa organizada, voltada não apenas à comercialização de drogas, mas também ao monitoramento da movimentação de viaturas policiais e à imposição de regras de conduta aos integrantes da facção em Gaúcha do Norte.
A Operação Vértice teve como alvo 14 suspeitos de integrar essa organização criminosa com atuação nos municípios de Gaúcha do Norte, Paranatinga, Água Boa e Rondonópolis. As identidades dos investigados não foram divulgadas pela Polícia Civil.
Durante a operação, foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão domiciliar. A ação contou com a participação de equipes das Delegacias de Polícia de Gaúcha do Norte, Paranatinga, Água Boa e Primavera do Leste, além das Delegacias Especializadas de Roubos e Furtos (Derf) de Primavera do Leste e Rondonópolis e do Núcleo de Inteligência de Primavera do Leste.
Segundo a Polícia Civil, o esquema criminoso continua sendo investigado, com o objetivo de identificar e localizar outros integrantes da organização e aprofundar a apuração sobre a atuação da facção na região.
Caso sejam condenados, os investigados poderão responder por diversos crimes previstos na legislação brasileira.
O tráfico de drogas (art. 33 da Lei nº 11.343/2006) prevê pena de 5 a 15 anos de reclusão, além de multa.
Já o crime de associação para o tráfico (art. 35 da mesma lei) possui pena de 3 a 10 anos de prisão.
Também poderá haver responsabilização pelo crime de organização criminosa, previsto na Lei nº 12.850/2013, cuja pena varia de 3 a 8 anos de reclusão, podendo ser aumentada conforme as circunstâncias do caso.
Dependendo da participação individual de cada investigado e da eventual condenação pelos diferentes crimes, as penas podem ser somadas, ultrapassando 20 anos de reclusão, além de multas e outras sanções previstas em lei. Ressalta-se que todos os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório, e a responsabilidade criminal somente será definida após o devido processo legal.
Redação: Hedianne Dutra | Liberdade FM



