Operação Legado de Maria reforça combate à violência doméstica com prisões e cumprimento de mandados em Mato Grosso
Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher intensificam ações para responsabilizar agressores, proteger vítimas e incentivar denúncias anônimas.
As Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher da Região Metropolitana intensificaram as ações de combate à violência doméstica durante a Operação Legado de Maria, realizada entre os dias 20 de fevereiro e 5 de março em Mato Grosso. A mobilização resultou no cumprimento de diversos mandados judiciais e reforçou a importância do trabalho investigativo da Polícia Civil na proteção das vítimas.


Somente em Cuiabá foram cumpridos 19 mandados judiciais, entre prisões preventivas e mandados de busca e apreensão, expedidos contra homens investigados por crimes no contexto de violência doméstica. As diligências foram realizadas em diferentes bairros da capital, com equipes da Polícia Civil atuando para dar cumprimento às determinações do Poder Judiciário.
Em Várzea Grande, a Delegacia Especializada efetuou a prisão de sete homens investigados por crimes relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher.
Em um dos casos investigados, uma mulher de 35 anos procurou a delegacia para denunciar o descumprimento de uma medida protetiva por parte do cunhado, de 25 anos. Segundo a vítima, o suspeito teria ido até sua residência, mesmo com a restrição judicial, chamando-a em frente ao imóvel. Ao sair para verificar a situação, ela foi ameaçada de morte caso não retirasse o depoimento prestado em um processo criminal em que o irmão do suspeito responde por tortura contra os filhos da vítima.
Diante das informações apuradas, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado, que foi autorizada pela Justiça e cumprida no dia 3 de março, no local de trabalho do suspeito, no bairro Jardim dos Estados, em Várzea Grande.
A Operação Legado de Maria foi realizada simultaneamente em todas as delegacias do estado, com o objetivo de responsabilizar agressores, retirar de circulação investigados considerados perigosos e fortalecer a proteção às vítimas. Ao todo, foram cumpridas 41 ordens judiciais e encaminhados 1.108 inquéritos policiais ao Poder Judiciário.
A Polícia Civil destaca que o enfrentamento à violência contra a mulher depende também da participação da sociedade. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais, garantindo sigilo e segurança para quem busca ajudar no combate a esse tipo de crime.
Segundo a instituição, a colaboração da população é fundamental para identificar agressores, interromper ciclos de violência e garantir que mais vítimas tenham acesso à proteção da Justiça.
Redação: Hedianne Alves
Liberdade FM (PJC/MT)



