Chuvas intensas levam 17 municípios de Mato Grosso a decretar situação de emergência
Precipitações acima da média em janeiro e fevereiro afetam colheita da soja e plantio do milho no estado
Dezessete municípios de Mato Grosso decretaram situação de emergência em razão da intensidade das chuvas registradas nos meses de janeiro e fevereiro. O volume elevado de precipitações tem causado transtornos no campo, principalmente ao dificultar a entrada de máquinas nas lavouras para a finalização da colheita da soja e o avanço da semeadura do milho.
Até a última sexta-feira (27), a colheita da soja havia alcançado 78,34% da área plantada, enquanto a semeadura do milho chegava a 81,93%. No entanto, produtores relatam atrasos provocados pelo excesso de umidade no solo, que impede o tráfego de equipamentos e compromete o ritmo das atividades.
Dados da Defesa Civil de Mato Grosso, apresentados em relatório técnico solicitado pela Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Copmas) do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), apontam que em janeiro o acumulado de chuvas foi de 277,72 milímetros. Em fevereiro, até a conclusão do levantamento, o índice registrado foi de 204,83 milímetros.
Os municípios que decretaram situação de emergência são: Araputanga, Colíder, Cotriguaçu, Feliz Natal, General Carneiro, Guarantã do Norte, Juína, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Poxoréu, Primavera do Leste, Rondolândia, Rosário Oeste, Santa Carmem, Serra Nova Dourada e Vila Bela da Santíssima Trindade.
Conforme o relatório, até a última semana apenas Cotriguaçu e Rosário Oeste haviam tido os decretos homologados pelo Governo do Estado. As autoridades monitoram a situação e avaliam medidas para minimizar os prejuízos aos produtores e à infraestrutura local.
Especialistas alertam que, caso o volume de chuvas permaneça elevado nas próximas semanas, o impacto pode se estender para o calendário da segunda safra e para o escoamento da produção, afetando a economia regional.
Redação: Hedianne Alves
Liberdade FM (CANAL RURAL)



