Prisões por violência doméstica reforçam importância da Lei Maria da Penha
Ações policiais em cinco municípios destacam penalidades previstas em lei
Ocorrências registradas em diferentes municípios de Mato Grosso reforçam a gravidade da violência doméstica e dos crimes motivados pela não aceitação do fim de relacionamentos. As ações envolveram a Polícia Militar de Mato Grosso e a Polícia Civil de Mato Grosso nos municípios de Juara, Sinop, Várzea Grande, Sorriso e Querência.
Em Juara, um homem de 49 anos foi preso após atacar a companheira com uma faca dentro de casa. A vítima sofreu um corte na mão ao tentar se defender e foi socorrida. O suspeito foi localizado na residência e a arma apreendida.
Em Sinop, um homem de 35 anos foi detido após invadir a casa da ex-companheira, ele teria arrombando o portão, e agredido a mulher com socos, além de enforcá-la e jogá-la ao chão, causando lesões no rosto, e ao tentar fugir em uma motocicleta foi alcançado e com acompanhamento policial foi conduzido à delegacia.
Em Várzea Grande, um jovem de 23 anos foi preso suspeito de manter a namorada em cárcere privado. A vítima relatou agressões, ameaças de morte e violência contínua. Ela conseguiu sair da residência e pedir ajuda.
Em Sorriso, uma mulher de 29 anos foi presa após atear fogo no marido durante uma discussão. O homem sofreu queimaduras graves e foi encaminhado ao hospital. A suspeita teria sido agredida com um soco e ameaçada de morte antes de lançar álcool e provocar as chamas.
Já em Querência, um homem de 37 anos foi preso em flagrante após atacar com arma branca um terceiro envolvido dentro de um estabelecimento comercial, por ciúmes da ex-companheira. A vítima foi atingida no rosto e no abdômen, encontrada desacordada e transferida em estado grave para o Hospital Regional de Água Boa. O suspeito foi localizado com vestígios de sangue e teve a prisão convertida em preventiva.
Conscientização, prevenção e penalidades
Os casos evidenciam a escalada da violência em conflitos familiares, especialmente contra mulheres, e reforçam a importância da denúncia precoce. A violência doméstica é crime e pode resultar em prisão em flagrante, medidas protetivas de urgência e condenações com penas que variam conforme a gravidade, podendo chegar a mais de 20 anos de reclusão em casos de feminicídio.
A Lei Maria da Penha prevê medidas de proteção às vítimas, como afastamento do agressor do lar, proibição de contato e prisão preventiva. Já o feminicídio é tipificado como circunstância qualificadora do homicídio, com penas mais severas previstas no Código Penal.
A conscientização da sociedade é fundamental para romper o ciclo da violência. A denúncia pode ser feita pelo 190 em situações de emergência ou de forma anônima pelo 0800 065 3939. Combater a violência doméstica é uma responsabilidade coletiva e a informação é uma das principais ferramentas para salvar vidas.
Redação: Hedianne Alves
Liberdade FM (PM/PJC)



