Violência doméstica: três casos são registrados em menos de 24 horas em Água Boa
Ocorrências foram registradas no sábado e domingo e envolveram agressões físicas e danos materiais
O fim de semana foi movimentado na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, com o registro de dois casos de violência doméstica que resultaram na prisão de suspeitos com base na Lei Maria da Penha.
O primeiro caso foi registrado na noite de sábado (21), por volta das 19h, após a Polícia Militar ser acionada pelo plantonista do Hospital Regional Paulo Alemão. A unidade hospitalar recebeu uma mulher com indícios de agressão.
A vítima relatou aos policiais que reside na Casa de Apoio com o companheiro e que, em determinado momento, ele teria iniciado as agressões. O suspeito foi localizado posteriormente e conduzido, juntamente com a vítima, à Delegacia para registro do boletim de ocorrência e demais providências legais.
Já no domingo, por volta das 20h30, a Polícia Militar foi acionada via COPOM para atender uma denúncia de agressão em uma residência na Avenida Xingu. No local, os policiais encontraram a filha da vítima, de 10 anos, em estado de abalo emocional após presenciar as agressões contra a mãe.
A vítima relatou que foi surpreendida pelo companheiro, que teria tomado seu celular de forma brusca e, em seguida, desferido dois socos em seu rosto, causando inchaço. Ainda conforme o relato, o suspeito arremessou o aparelho celular ao chão, danificando-o, e também quebrou a televisão da casa. As agressões teriam sido presenciadas pelas três filhas menores do casal.
O homem foi preso em flagrante pelos crimes de lesão corporal e dano, ambos no contexto de violência doméstica, e encaminhado à Delegacia de Polícia Judiciária Civil para as providências cabíveis.
Ainda na noite de domingo, a Polícia Militar foi acionada via COPOM após diversas ligações relatarem que um homem estaria agressivo, derrubando o portão de uma casa e agredindo uma mulher, no Setor Universitário. No local, duas vítimas informaram que o suspeito, motivado por ciúmes e sob efeito de álcool, teria desferido tapas e um soco no rosto de uma das mulheres, além de proferir ameaças de morte contra ambas. O portão da residência também foi danificado.
A vítima que sofreu as agressões relatou dores no maxilar. O suspeito negou as agressões, afirmando que houve apenas uma discussão. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Judiciária Civil, onde o caso foi registrado como vias de fato, ameaça e dano. A autoridade policial determinou exame de corpo de delito e o caso seguirá para as providências cabíveis.
De acordo com a Lei Maria da Penha, os agressores podem responder por crimes como lesão corporal, ameaça, dano e violência psicológica, com penas que variam conforme a gravidade dos fatos. A legislação prevê prisão em flagrante, possibilidade de prisão preventiva, além da aplicação de medidas protetivas de urgência, como afastamento do lar, proibição de contato com a vítima e restrição de aproximação.
Em caso de condenação, as penas podem incluir reclusão, pagamento de multa e outras sanções determinadas pela Justiça. O descumprimento de medidas protetivas também configura crime, podendo resultar em nova prisão.
Vale lembrar que, no Estado de Mato Grosso, mulheres vítimas de violência doméstica contam com o aplicativo SOS Mulher MT – Botão do Pânico Virtual, disponível gratuitamente para auxiliar no combate à violência doméstica. A ferramenta permite solicitar medida protetiva, registrar denúncias e, nas cidades atendidas pelo Ciosp, acionar o Botão do Pânico em caso de descumprimento da ordem judicial.
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A iniciativa reforça o compromisso das instituições no enfrentamento à violência contra a mulher e amplia o acesso à proteção, especialmente em situações de risco iminente.
As autoridades reforçam que a denúncia é fundamental para interromper o ciclo da violência e garantir a proteção das vítimas.
Redação: Hedianne Alves / Liberdade FM (PM/MT - MPMT)



