Flávio Bolsonaro anuncia ação contra desfile na Sapucaí e fala em “uso político do Carnaval”
Senador afirma que escola homenageou Lula com ataques a Bolsonaro e promete levar caso ao Ministério Público e ao STF
O analista de Política da CNN Teo Cury analisa a reação da oposição ao desfile que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticou figuras como Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). Segundo Cury, partidos como o Novo já acionaram o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por propaganda antecipada.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que irá protocolar uma ação contra o que classificou como “crimes do PT na Sapucaí”, após o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Segundo ele, a apresentação fez ataques pessoais ao ex-presidente Jair Bolsonaro e utilizou recursos públicos para fins políticos.
A escola levou para a avenida um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacando sua trajetória política e origem popular. Durante o desfile, alas e alegorias fizeram referências críticas a adversários políticos, o que motivou a reação do senador.
Em publicação nas redes sociais, Flávio declarou que o PT teria usado dinheiro público para promover ataques à sua família e classificou o episódio como “perseguição religiosa”, ao afirmar que os alvos seriam “pessoas cristãs”. O parlamentar informou que pretende acionar o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal para apurar possível desvio de finalidade no uso de verbas destinadas ao Carnaval.
O senador também argumentou que a utilização de recursos públicos para ataques pessoais poderia configurar improbidade administrativa. Até o momento, a escola de samba e representantes do partido não haviam se manifestado oficialmente sobre as declarações.
O desfile da Acadêmicos de Niterói integrou a programação do Carnaval carioca, que tradicionalmente reúne enredos com temáticas sociais, culturais e políticas na Marquês de Sapucaí, principal palco da festa no Rio de Janeiro.
Redação: Hedianne Alves / Liberdade FM (Poder 360)
