MT-240 e 414 em Água Boa enfrentam atoleiros e exigem ações emergenciais no período chuvoso
Vice-prefeito, Ari afirma que município poderá assumir manutenção e até desapropriar áreas para garantir cascalho e trafegabilidade
As fortes chuvas que atingem a região de Água Boa têm provocado sérios transtornos nas estradas vicinais e rodovias do município, especialmente em trechos considerados críticos, como a MT-240 e a MT-414. A situação tem gerado preocupação entre produtores rurais, principalmente neste período que antecede o início da colheita da soja.

Durante entrevista à Rádio Liberdade FM, o vice-prefeito José Ari Zandona destacou que os problemas já eram conhecidos, mas foram agravados pelo volume atípico de chuvas registrado nas últimas semanas. Segundo ele, o solo está saturado, com pontos de atoleiro e erosões que dificultam o tráfego de caminhões e maquinários agrícolas.
Atualmente, parte da manutenção das rodovias estaduais que cortam o município é de responsabilidade do Consórcio de Desenvolvimento do Médio Araguaia (Codema), que conta com recursos repassados pelo Governo do Estado para atender os municípios consorciados. No entanto, conforme o vice-prefeito, os serviços executados até o momento não têm sido suficientes para resolver os problemas de forma definitiva.
Diante disso, a Prefeitura poderá assumir intervenções emergenciais nos trechos mais críticos. “O município não pode deixar a situação da forma que está. Assim que o tempo firmar, vamos intensificar os trabalhos. Se for necessário contratar maquinário, vamos contratar”, afirmou.
Um dos principais desafios enfrentados pela administração é a escassez de cascalho de boa qualidade no município. Embora alguns proprietários rurais colaborem cedendo material, há dificuldades quanto à distância das jazidas e à qualidade do cascalho disponível. A possibilidade de desapropriação de áreas por interesse público não está descartada, caso seja necessária para garantir a recuperação das estradas.
Equipes já atuam em pontos emergenciais, realizando limpeza lateral, colocação de pedras e intervenções paliativas onde há condições de trabalho. No entanto, em trechos que exigem encascalhamento completo, os serviços dependem de estiagem para garantir a compactação adequada do solo.
A preocupação aumenta com a proximidade da colheita. Produtores relatam lavouras com boa produtividade, mas temem prejuízos caso as estradas não ofereçam condições adequadas para o escoamento da produção.
A Prefeitura reforça que mantém equipes mobilizadas e pede que a população comunique situações críticas para que as providências sejam tomadas com maior agilidade.
Redação: Hedianne Alves / Liberdade FM
