Suspeito comete preconceito, crimes contra administração pública, desacato, ameaça e desobediência.

A equipe de força tática foi escalada para fazer o acompanhamento de dois agrimensores, os quais foram contratados para realizarem o georreferenciamento conforme tutela antecipada antecedente, expedida pela juíza de direito e que estes fossem acompanhados por reforço policial, tendo em vista que, já tinham sido ameaçados, agredidos, também submetidos a carcere privado e tiveram materiais danificados pelo suspeito em tela em data passada.

Ao chegarem na propriedade, a equipe policial se deparou somente com a esposa do suspeito, a qual informou que ele estaria trabalhando na lavoura. A mesma foi informada da autorização judicial que os policiais acompanhariam o georreferenciamento.

Ao chegar no local onde os agrimensores iriam começar as devidas medições, o suspeito se aproximou muito alterado. A equipe policial tentou explicar a situação, bem como mostraram a decisão a ser cumprida.

O suspeito começou a ameaçar os agrimensores e todos os policiais, dizendo para saírem do local, que não iriam medir nada, se ficassem ali, logo iria voltar e trocar tiro, e se fosse preciso pereceria ali mesmo, mas iria matar o máximo de pessoas possíveis, que não teria medo de trocar tiro com a polícia.

Por diversas vezes os policiais tentaram acalmá-lo, relatando que se tratava de uma decisão judicial e que esta seria cumprida. O suspeito então olhou para o soldado Wellington e o ofendeu devido a sua cor de pele, dizendo “ta rindo de que seu neguinho”.

Foi explicado ao suspeito que ele seria preso pelo crime, tanto de desobediência, ameaça e injuria racial, então o suspeito começou a desacatar os policiais, dizendo “vocês são bandidos, não tenho medo de vocês”. Por diversas vezes ele ficou instigando a equipe para tentar algemá-lo e que não conseguiriam e tudo seria resolvido “na bala de 38”.

Diante de todo esse transtorno, fomos até a sede da fazenda para o suspeito poder falar com um advogado para fosse orientado sobre a decisão judicial e a necessidade do cumprimento dela. Já na fazenda ele continuou a ameaçar as vítimas, dizendo “a surra que te dei antes não foi o suficiente”, e ainda por diversas vezes falando que iria agredi-los e que não iriam sair da fazenda com vida.

Depois de muitas tentativas de diálogo e de acalmar os ânimos, o suspeito falou com seus advogados, e se deslocaram para o município de Água Boa–MT, para confecção do presente boletim.

Fonte: Força Tática 

Redação: Liberdade FM